terça-feira, 23 de julho de 2013

Salve-me, e eu te salvarei.



Francisco Petrarca (1304-1374) nasceu em Arquá, na região da Mântua. Passou a infância em Valdarno, mas transferiu-se para Pisa com a família. Em Avignon, fez seus estudos em gramática, dialética e retórica. Posteriormente, cursou direito em Bolonha e Montepelier. Com a morte do pai, tentou a vida monástica, mas logo abandonou. Numa sexta-feira santa, conheceu Laura de Novaes, musa que o inspirou durante a vida inteira. Petrarca era um grande investigador dos clássicos da literatura antiga. Por isso, foi considerado um dos primeiros grandes bibliófilos da Europa. Dedicou-se à poesia a partir de 1337. Recebeu título de poeta laureado em Roma, sucesso que alcançou ainda vivo. Foi grande sonetista e humanista, orador eloquente e um dos precursores do renascimento italiano. Petrarca escreveu mais de 300 sonetos. Das obras líricas, a mais importante é “Canzoniere e o Trionfi” (Triunfos). Dos ensaios e cartas, destaca-se o “Secretum” (Meu Livro Secreto), escrito em latim. Escreveu tratados, entre eles o “Rerum Memorandarum Libri”, que versava sobre questões de ordem moral. O “Itinerarium” (O Guia de Petrarca para a Terra Santa), tornou-se uma espécie de guia de viagem. Importante também é a “Carta para a Posteridade”, uma autobiografia. Petrarca inspirou um movimento poético, o petraquismo, o qual conseguiu muitos adeptos entre o século XV e XVII. Encontrar as riquezas dos ensinamentos dos autores clássicos nas diversas áreas do conhecimento humano e revitalizar esses conhecimentos continuando a pesquisas que esses autores começaram é a preocupação filosófica de Petrarca, que teve não somente a vontade, mas também a oportunidade e os meios de iniciar a revolução cultural conhecida como humanismo. Petrarca é tido como sendo o primeiro dos humanistas, movimento que está intimamente ligado ao Renascimento. Petrarca busca um mundo ideal que é diferente da sua realidade concreta. Ele discorda dos filósofos de sua época e procura nos antigos uma perfeição intelectual que ele não encontra no mundo que o rodeia. Sobre a possível oposição entre o humanismo e o cristianismo ele afirma que os filósofos antigos não tinham a fé cristã, mas tinham a virtude e na virtude o pensamento antigo e o cristão se encontram e não estão em contradição. Segundo ele a descrença e a irreligiosidade de sua época eram causadas pelo naturalismo do pensamento árabe que tem por base Averróis e pelo uso indiscriminado da lógica e da dialética para analisar áreas do conhecimento que não lhes são próprias. Para solucionar os problemas da fé e da religião devemos direcionar nossos estudos para a nossa própria alma, devemos nos voltar a nós mesmos, esse é um dos primeiros princípios do humanismo. O verdadeiro saber é o saber que temos de nós mesmos. De pouco adianta conhecermos a natureza das coisas e desconhecermos a natureza do homem. Petrarca considera de fundamental importância responder questões como: Por que estamos aqui? De onde viemos e para onde vamos?

biografias.net/francesco_petrarca/http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=55

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